INFECÇÕES  ADQUIRIDAS  NEONATAL

 

 

         O recém-nascido pode se infectar durante o trajeto do canal de parto pelas bactérias ali existentes, ou via ascendente pela contaminação da cavidade intra-uterina ou através da via trasnplacentária.

 

 

·     SEPTICEMIA  NO  PERÍODO  NEONATAL

 

         Síndrome clínica, caracterizada por sinais de disseminação de infecção e acompanhada por bacteremia que ocorre durante o primeiro mês de vida.

         Sua etiologia varia segundo o tempo de aparecimento.  Na septicemia precoce, (primeiras semanas de          vida) as bactérias envolvidas são as que colonizam o trato geniturinário materno Escherichia coli e Streptococcus beta-hemolítico; septecemia tardia ocorre predomínio dos microrganismos ambientais; principalmente bactérias gram-negativas como Salmonella sp., Klebsiella, Enterobacter, Pseudomonas e gram-positivas como o Staphylococcus aureus.

         Pode haver surtos de epidêmicos de septicemia em unidades de prematuros ou terapia intensiva.

         Os sinais e sintomas são de difícil avaliação, vai desde de casos que não vai bem no berçário, até a que apresenta rápida deteriorização do estado geral, icterícia, hepatoesplenomegalia, sangramento.

         A avaliação da história clínica perinatal é muito importante, pode indicar presença de processos infecciosos maternos.

         No trat// depende tanto do uso de antiobióticos adequados como do suporte oferecido a estas crianças.  É importante manter a temperatura adequada, equilíbrio hidroeletrolítico, equilíbrio acido-básico, e de fundamental importância o suporte nutricional.  Formas de trat//: transfusão de sangue e/ou de plasma fresco, transfusão de gamaglobulinas e granulócitos, exsangüineotransfusão (EXST) (fornecer leucócitos, imunoglobulinas e fatores humorais), antibioticoterapia.

 

 

·     MENINGITE  BACTERIANA

 

         Grande problema nos recém-nascidos, grave doença, 35% mortalidade em crianças acometidas e graves sequelas neurológicas nos sobreviventes.

         Etiologia é variável conforme o local.  No Brasil  50% são por G - (Klebsiella, Enterobacter, Salmonella sp., Escherichia coli  e Flavobacterium meningosepticum).

Manifestações crônicas e agudas: aracnoidite, vasculite, infarto e edema cerebral, e formação de abscessos cerebrais, ventriculite (complicação neuropatológica básica, exudato inflamatório polimorfonuclear no estroma, periferia do plexo e epêndima).

Sintomas: letargia ou depressão sensorial (64%), recusa alimentar (64%), febre (50,5%) e irritabilidade (35,8%).  Sinais: convulsões (53%), fontanela abaulada (37%) e apnéia (20%).

Para diagnóstico, o principal é exame do liquor cefalorraquidiano (LCR).  Outros exames como: hemograma, reações de fase aguda no soro, glicemia e determinação de eletrócitos, são importantes para acompanhamento da dç.

Trat//: semelhante ao trat// da septicemia; com atenção especial do equilíbrio hidroeletrolítico, em função da sindrome de secreção inapropriada de hornômio antidiurético.  Na terapêutica específica usa-se antibióticoterapia.

         G + : penicilina cristalina

         G - : varia; Escherichia coli  e Klebsiella sp.® cefotaxima e moxalactam

                          Listeria monocystogenes ® ampicilina

Flavobacterium meningosepticum ® rifampicina, eritromicina e vancomicina

 

 

·     IMPETIGO  NEONATAL

 

         Uma das infecções mais freqüentes no RN, de natureza bacteriana, primariamente dermatológica ou parte de processo sistêmico.

         Etiologia mais comum: Staphylococcus aureus, Streptococcus grupos A e B e Escherichia coli.

         Aparece na forma de vesículas, contendo líquido seroso que evolui para purulento rompendo-se rapidamente,

 

 

·     OSTEOMEOLITE  E  PIOARTRITE  NO  PERÍODO  NAEONATAL

 

         OSTEOMEOLITE: Infecção localizada em tecido ósseo, atingindo com maior freqüencia ossos longos, de origem hematog~enica ou de foco contiguo.

         PIOARTRITE:  artrite séptica, é a extensao do processo osteomielítico, atravessando a cartilagem epifisária de crescimento e estendendo-se até a epífise.

         Mais freqüente é o  S. aureus.

         A infecção mais comum é em crianças de baixa idade, quase sempre, se acompanhando de artrite piogênica.  Mais freqüente adquirida em ambiente hospilar.

         Sinais & Sintomas: hipomotilidade e/ou dor à movimentação de um menbro ou articulação afetada, edema, eritema, calor local e flutuação acompanhadas ou não de febre.

         O diagnóstico é pela cultura positiva de punção do local afetado.

         Trat//: cirúrgico ou clínico (de acordo com agente)

 

 

·     INFECÇÃO  POR  CANDIDA

 

         Há mais de 80 tipos de candida, mas 10 são causas de doença.  Variabdo sua patogênia de acordo com sua toxidade.

         É adquirida durante a gestação ou no período do parto.

         Pode aparecer em sinais na caviaddde oral, superfície cutânea, ou disseminação sistêmica, interessando órgãos e sistemas diversos.

         O diagóstico é feito através da cultura dos fungos; portanto deve-se precaver no tratamento imediato.  O trat// é feito à bese ade antibióticoterapia.

·     SÍNDROME  DIARRÉICA  AGUDA

 

         Geralmente causada por:  -=-  causas infecciosas:

1. bacterianas

2. viráis

3. fúngicas

4. ptotosoários

 

                  -=-         causas não infecciosas

1. alimentos

2. outras causas (endósrinas, deficiência enzimática, etc...)

 

         O RN pode adquirir a diarréia através de:

- outros RN

- mãos de outras pessoas

- alimentos

- utensílios domésticos

         A causa mais comum é por via fecal - oral.  O QC: eliminação dos micoorganismos, colonização assintomática do trato gastro intestinal, diarréia e septicemia com focos extra intestinais.

         O diagnóstico é feito através da coprocultura.

         Trat//: é feita por prevenção e por corração dos distúrbios hidroeletrolíticos e do aquilíbrio acidobásico.

 

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