CÂNCER
Embora
câncer seja uma doença da antigüidade, é também uma doença moderna. Sua
incidência e
mortalidade crescentes nas sociedades industrializadas do século XX deve um débito
aos sucessos da sociedade em controlar outras doenças, com um conseqüente
crescimento na média de idade na população, e aos perigos do ambiente que são
inerentes em civilizações de tecnologia sofisticada. Desde a II Guerra
Mundial, câncer tem sido um alvo primário para intensas pesquisas que tem
alargado o conhecimento da epidemiologia do câncer e tem produzido melhores
diagnósticos e técnicas terapêuticas. No entanto, a questão essencial do
porquê câncer ocorre, quando e onde, isso continua sem resposta.
A
maioria das autoridades acredita que os segredos do câncer serão eventualmente
revelados, mas até lá, o melhor que a medicina pode fazer é dar aos pacientes
de câncer o maior período de sobrevivência sob aceitáveis condições de
vida.
A
Doença
“Câncer”
é o termo usado para definir qualquer condição crescente de incontrolável
divisão e multiplicação de células. É uma condição que ocorre em qualquer
forma de vida. A incontrolável divisão e multiplicação das células resulta
em dois tipos básicos de tumor, ou neoplasma, chamados de benigno e maligno. Um
tumor benigno fica localizado onde ele originalmente ocorreu; um tumor maligno
tem o poder de metástase, que é, comunicar-se através do seu ponto de ocorrência
e então produzir malignidades em qualquer local do corpo. Malignidades são
responsáveis pela alta mortalidade em casos de câncer.
A
classificação do neoplasma começa com a localização da condição.
Carcinomas são neoplasmas que ocorrem na pele, tecidos internos e órgãos.
Sarcomas são tumores do osso, músculos ou tecidos conectivos, enquanto
leucemia evolve
medula, corpúsculos brancos do sangue. Linfomas são associados com linfonodos.
Dependendo do sistema de classificação usado, há 100 ou mais tipos de
câncer, e eles podem aparecer em qualquer parte do corpo.
Nada
comparável a explicações bacteriológicas para doenças infecciosas está no
campo do câncer, mas é possível identificar algumas condições que são
favoráveis ao crescimento do câncer.
Muitas substâncias tem sido mostradas serem causadoras de câncer.
Fuligem foi um dos primeiros agentes cancerígenos a ser identificado.
Foi descoberto ser responsável por uma alta incidência de câncer de escroto
em limpadores de chaminé do século XVIII.
O
aperfeiçoamento do poder atômico tem enlarguecido significativamente o
problema de câncer pôr exposição à radiação. Estudos de vítimas dos
ataques atômicos americanos à Hiroshima e Nagasaki no Japão providenciou o
evidente crescimento da correlação entre exposição à radiação e câncer.
Outros
materiais ou atividades sabidas que causam câncer incluem fumar cigarros,
deficiências nutricionais, abuso de álcool (que tem sido associado com o câncer
de laringe) e exposição direta aos raios do sol.
Há
hoje três tratamentos básicos para o câncer: cirurgia, tratamento com radiação
e quimioterapia. Cirurgia é o mais antigo e mais comum, mas esta quase nunca
cura um câncer.
Isso porque a cirurgia é feita quando o tumor provavelmente aparece na
forma de metástase. Uma exceção é o câncer cervical, que dá indicação
precoce, é considerado 90%
curável por cirurgia.
Tratamento
com radiação é freqüentemente usado com cirurgia. É efetivo em diminuir o
crescimento do tumor para que a cirurgia possa ser feita, onde é o caso da Síndrome
de Hodgkin.
A
terceira forma de tratamento, quimioterapia, é usada desde a II Guerra Mundial.
Ela usa agentes químicos para inibir o crescimento das células, enquanto isso
, com tratamento de radiação, quando a dispersão ocorre, tem sido efetivo
contra leucemias. O maior desejo para o futuro imediato é melhorar a
quimioterapia suportada pelo tratamento de radiação.
História
Criaturas
vivas tem sofrido de câncer desde o começo dos tempos. Traços de tumores têm
sido encontrados em dinossauros da Era de Cretáceo. Múmias egípcias da
terceira à quinta dinastias (3000-2500
a.C.) mostram evidências de neoplasmas. Há indicações similares nos
Incas vindos de aproximadamente 500 a.C.
O papiro de Edwin
Smith do
Egito (datando de 1660 a.C.) fala de um tumor abaulado do peito, o qual não há
cura. O
papiro de Ebers (1550 a.C.) descreve um largo tumor que gera fístulas e que
pode crescer. Algumas autoridades modernas sugerem que o papiro descreve uma úlcera
tropical ou gangrena gasosa. No entanto, a descrição também encaixa-se com o
sarcoma de Karposi, uma entidade neoplásica conhecida pôr ser endêmica
daquela região. Outros fragmentos médicos egípcios mostram familiaridades com
acessíveis tumores que podem ser removidos cirurgicamente ou cauterizados.
Depois
do século VI a.C., câncer é mencionado regularmente na literatura médica
européia. O tratamento indicado varia com o sistema dominante de pensamento médico.
A incidência atual de câncer antes do século XIX continua um mistério.
Mas físicos tem experiência suficiente com as condições para classifica-los,
propor tratamentos, descrever características clínicas variadas e pensar sobre
prognóstico. Isso
propõe que o câncer com visíveis manifestações era freqüente.
O
diagnóstico mais comum de câncer ocorria em mulheres, principalmente câncer
de mama.
Classificação
dos tumores
Os
tumores podem ser classificados segundo Wills em cinco tipos:
1.Tumor epitelial:
São tumores formados por células cúbicas, cilíndricas, ou planas,
caracterizadas pela justaposição celular, não existindo qualquer tipo de
substância intersticial.
Localizam-se
em qualquer órgão originado da ecto, endo e mesoderma, tanto na superfície de
revestimento como órgão parenquimatoso.
Os tumores epiteliais são os mais frequentes dentre as neoplasias.
Quanto
à nomenclatura, dividem-se em:
·
Papiloma: tumor benigno
de epitélio de revestimento não glândular
·
Pólipo: tumor exofítico
benigno do epitélio de revestimento glândular
·
Adenoma: tumor benigno
de tecido glândular
·
Carcinoma: tumor maligno
do epitélio de revestimento não glândular
·
Adenocarcinoma: tumor
maligno de qualquer estrutura glândular de restimento ou parênquimatosa.
2.
Tumor do tecido mesenquimal não hematopoiético:
São formados por células fusiformes, arredondadas ou estreladas,
separadas por substância intersticial.
Localizam-se em qualquer estrutura ou órgãos derivados do mesenquima
(tecido conjuntivo, adiposo, cartilaginoso, ósseo, músculo liso, vasos sanguíneos,
linfáticos e miocárdicos).
São tumores menos frequentes que os epiteliais, e são representados por
células lábeis, estáveis e perenes.
Quanto à nomenclatura, dividem-se em:
·
Tumores benignos:
recebem o nome do tipo de tecido mais o sufixo oma.
Ex: lipoma, leiomioma,osteoma.
·
Tumores malígnos:
recebem o nome do tipo de tecido seguidos da palavra sarcoma.
Ex: lipossarcoma, osteossarcoma, leiomiossarcoma.
Ou então da palavra sarcoma seguida do prefixo do tecido, e da
palavra blastico.
Ex: sarcoma osteoblástico, sarcoma fibroblástico.
3.
Tumor do tecido mesenquimal hematopoiético e do Sistema retículo endotelial:
são formados por células lábeis, em geral livres, semelhantes às células da
medula óssea, órgãos e estruturas linfóides.
Localizam-se na medula óssea, linfonodos, amigdalas, baço, folículos
linfáticos da mucosa digerstiva.
Quanto à nomenclatura, dividem-se em:
·
Leucemia ou Leucose:
tumor malígno de elementos mielóides ou linfóides, invadindo o sangue
·
Linfosarcoma: tumor malígno
de linhagem linfóide.
·
Moléstia de Hodgkin:
lesão particular linforeticular de natureza neoplásica.
·
Reticulossarcoma: tumor
malígno de células retículo endoteliais.
·
Mieloma Múltiplos:
tumor malígno mielóide constituido por plasmócitos.
·
Tumor de Ewing: tumor
malígno de provável natureza do sistema retículo endoplasmático.
·
Tumor de Burkit: tumor
maligno especial do tipo linfo reticular.
4.
Tumor do tecido nervoso:
são tumores geralmente malígnos constituídos de várias espécies
celulares, embrionárias e adultas.
Localizam-se em qualquer parte do sistema nervoso central e periférico,
nos gânglios, terminações nervosas, mucosa olfativa e auditiva.
Quanto à nomenclatura, dividem-se em:
·
Tumores da neoroglia:
astrocitoma
·
Tumores neurais:
retinoblastoma, meduloblastoma
·
Tumores das cristas neurais:
neurofibroma
5.
Tumores especiais: compreendem tumores embrionários e gônadais.
Quanto
à nomenclatura, dividem-se em:
·
Tumores embrionários:
teratomas, tumor de Wilms, mola hidatiforme, cório-epitelioma placentário e
cordoma
·
Tumores gônadais:
tumores germinais (seminoma), tumores próprios do testículo (adenoma de Pick,
seminoma espermacitário de Masson, tumor de célula intersticial).
Tumores próprios do ovário (cisto adenoma seroso, cisto adenoma
mucinoso, tumor da granulosa, fibrotecoma, arrenoblastoma).
EVA
PERÓN,
para
sempre adorada
A
figura de uma das mulheres mais carismáticas na recente história da Argentina
está de novo na publicidade de um filme baseado em sua vida está começando.
Ainda, não muitos argentinos parecem concordar com a idéia de ver Madonna
atuando no papel de sua mais adorada Primeira Dama.
Então
quem era essa camponesa idealizada em vida e morte pôr um país inteiro?
Maria
Eva Duarte nasceu a 07 de maio de 1919 em Los Toldos, uma pequena cidade nos
pampas argentinos onde ela cresceu sabendo das conseqüências de pertencer
a uma economia e estatus social de segundo escalão.
Eva
chegou em Buenos Aires quando tinha apenas dezesseis anos com
uma determinação firme de vencer e se tornar uma atriz.
O fino trato durante a infância ajudou a definir o caráter de Evita, a
filha ambiciosa na qual desenvolveram-se bons modos que se mostraria
findamentais à sua vida.
Ela havia apenas atuado em alguns papéis de suporte em filmes e novelas
de rádio quando sua grande chance veio em 1944.
Era um evento para levantar fundos para ajudar as vítimas de um
terremoto onde ela conheceu Coronel Perón.
Ela se mudou para o apartamento dele
e casou-se com ele poucos meses antes dele ser eleito presidente, quando
veio se tornar a mulher mais importânte da Argentina.
Eva
Maria Duarte Perón, imediatamente se interessou em política e intuição era a
chave onde ela basearia seus julgamentos futuros.
Durante seus primeiros meses como Primeira Dama, ela sempre mostrou seu
luxuoso guarda-roupas ostensivamente e tingiu seu cabelo de loiro. No entanto,
depois de sua primeira viagem à Europa, ela se lançou em uma nova fase de sua
carreira e mudou severamente seu modo de vestir, de roupas caras para roupas
mais simples.
Em
setembro de 1947, o Congresso aprovou sua lei de voto das mulheres e um ano
depois ela organizou a Fundação Eva Perón, abrindo novas escolas e hospitais
para os pobres e desabrigados.
Após
três anos, quando passava por uma apendicectomia, foi detectado algo suspeito
em seu seio. Ocorrendo assim uma bateria de exames, na qual foi diagnosticado
carcinoma de colo de útero, que começou a consumi-la antes mesmo de seus 30
anos. Ela
não prestou nenhuma atenção aos avisos do cirurgião e continuou trabalhando
do amanhecer ao anoitecer.
Recusou tratamento médico, não sabendo-se a razão; e na queda foi
acompanhada pela indiferença do marido, que em suas últimas semanas de vida,
mandou trancafiá-la num quartinho de fundo, para não ouvir seus gritos de dor
e nem sentir o mal cheiro que dela exalava.
Ela
estava morrendo de câncer quando deu seu último discurso em outubro de 1951.
Nove meses depois, Evita vinha à falecer de câncer de colon de útero
na cidade de Buenos Aires, a 26 de julho de 1952, aos 33 anos
e algo sem precedentes na história da Argentina ocorreu; montes de
flores cobriram as ruas e os prédios do Governo do país.
Evita havia sido imortalizada.
JACKELINE
KENNEDY ONASSIS
Ex-primeira
dama dos Estados Unidos. Conheceu o então senador John F. Kennedy quando era
repórter fotográfica do jornal Washington
Times Herald e casaram-se em 1953.
Foi primeira-dama de 1960, ano em que Kennedy se elegeu à Presidência,
até 1963, quando foi assassinado.
Em
1968 casou-se com o armador grego Aristóteles Onassis, que morreu sete anos
depois, deixando-lhe uma fortuna de U$$26 milhões.
Retomou
a carreira trabalhando nas editoras Viking Press e Double Day.
Desde o fim da década de 70, vivia com o comerciante de diamantes
Maurice Tempelsman.
Morreu
de câncer linfático em Nova York à 19 de maio de 1994.
GLOSSÁRIO:
·
Adenocarcinoma: (G. adénios: glândula + karkino: câncer + oma:
tumor)
·
Adenoma: (G. adén: glândula + oma: tumor)
·
Apendicectomia: (L. appendix: apêndice + ektomé: extirpação)
·
Blastoma: (G. blaste: gérmem + oma: tumor)
·
Câncer: (L. cancer: caranguejo)
·
Carcinoma: (G. karkino: câncer + oma: tumor)
·
Célula: (L. cellula: pequeno compartimento)
·
Cirurgia: (G. cheir: mão + érgon: trabalho)
·
Fístula: (L. fistula: canal)
·
Gangrena: (L. gangraena: morte de tecido e órgão (necrose))
·
Leucemia: (G. leukós: branco + hemo: sangue)
·
Linfoma: (L. linpha: “água”, líquido amarelado ou incolor
que contém em suspensão glóbulos brancos + oma: tumor)
·
Metástase: (G. meta: depois + estase: parada)
·
Papiloma: (L. papil: fome + oma: tumor)
·
Pólipo: (G. poli: muitos + podos: pés)
·
Quimioterapia: (L. chymus: quimico + therapie: tratamento)
·
Sarcoma: (G. sárx; sarkos: carne + oma: tumor)
·
Tumor: (L. tumor; tumere: inchar)
·
Úlcera: (L. ulcus + éres: ferida)
BIBLIOGRAFIA
·
Ortiz, Alicia Dujovne; Eva Perón; 2a. edição; editora
Record; 1970.
·
WSI Reporter 5, art. 1: Eva Perón, Forever Adored (vide
InterNet).
·
Flores, Maria; pseud. [Main, Mary (Foster)] editora Garden; N.Y.
City, 1952.
·
Jackeline Kennedy Onassis, Revista Veja, 26 de abril de 1989, pg
64-65.
·
Almanaque Abril 1995 - Fatos que Marcaram o Ano de 1994; editora
Abril, São Paulo, Brasil, pg 47, XXI edição.
·
Cotran, Kumar, Robbins; Patologia Estrutural e Funcional; 5a.
edição, Tradutores Andre Luis de Souza Melgaço, Giuseppe Taranto, Guida Silva
Vasconcellos, José Eduardo F. de Figueiredo, Maria Anglélica Borges dos
Santos, Mary Elizabeth d’Utra e Silva, Ricardo de Moraes Mattos; Philadelphia,
PA; ed. W.B. Sanders Company, 1994.
·
Michalany, J., Anatomia Patológica Geral na Prática Médica e
Cirúrgica, 1a. edição, Livraria Editora Artes Médicas.
·
Cunha, Antônio Geraldo, Dicionário Etiológico Nova Fronteira da
Lingua Portuguesa, 2a. Edição, Rio de Janeiro, editora Nova
Fronteira S.A , 1982.
·
Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda, Novo Dicionário da Lingua
Portuguesa, Rio de Janeiro, editora Nova Fronteira S.A ,1986.
·
Netter, Frank H.; Colección Ciba de ilustracines médicas, tomo
III/1 e III/2.
Agradecimentos,
Assim como os componentes do grupo, aos funcionários da Biblioteca de
nossa Universidade, aos fotógrafos Adilson Motta “Ceará” e Sérgio.